07 Julho, 2009

Este é um blog de culinária mas...

Na realidade, este é mais um post justificativa. Sei que ando sumida mas existem algumas razões para isto. Há duas semanas mais ou menos que a família toda resolveu adoecer - eu e os filhotes fomos vítimas de uma virose super forte e ficamos, os três, completamente entregues. Mas um dos principais motivos do afastamento esta intimamente ligado com os novos rumos que pretendo dar a minha vida pós-doutorado. Não é preciso dizer que todo o processo de escrever uma tese esgota qualquer um, mas no meu caso, já faz algum tempo que venho sentindo realmente falta de me dedicar a outras paixões que não a literatura. A verdade verdadeira é que estou completamente tomada pela idéia de voltar a me dedicar às minhas outras vocações, dentre as quais, a costura. Ganhei uma máquina e estou penando para aprender a usá-la. Voltei a fazer aulas de quilting e voltei a bordar - e isto toma um tempo danado. Tenho feito colchas de retalhos, bichinhos de pelúcia, almofadas, pontos de cruz, ou seja, tenho brincado bastante. Mas tenho cozinhado também e hoje fiz umas madeleines de milho deliciosas - embor, definitivamente, não me entendaq com as minhas forminhas. Sorte que tenho poucas e o restante da massa assei em forminhas de mini muffins - que ficaram muito mais graciosas.
Mas de todo modo a receita é dez!


Madeleines de Milho (receita de Claudia Freyre)

150 g de açúcar
3 ovos
raspas de 1 limão
100 g de farinha de trigo
50 g de fubá de milho
10 g de fermento em pó
100 g de manteiga amolecida

Com o auxílio de um fouet, bater os avos, o açúcar e as raspas de limão. Acrescentar as farinhas e o fermento e, por último, a manteiga. Deixar a massa repousar por 20 minutos. Depositar nas forminhas já preparadas e assar por 20 minutos.











30 Maio, 2009

Mar Profundo


Ontem, procurando um livro em minha bagunçada estante, me deparei com este exemplar - o romance Mar Profundo, de Romesh Gunesekera. Na ocasião de minha leitura, lembro-me de ter ficado encantada com ele, lembro-me, até, de ter escrito uma resenha um pouco mais elaborada, tentando falar um pouco da importância de ler esta geração de autores surgidos na esteira dos estudos pós-coloniais. Mas depois de uma rápida busca no meu computador, me dei conta de que ela havia, definitivamente, desaparecido. Mas não tem problema, deixo aqui pelo menos um pequeno registro sobre o livro. Na sua orelha lemos:



“ Mar Profundo (...) é uma exótica história de crescimento e perda que se passa no exuberante paraíso do Sri Lanka (então Ceilão), pequena ilha ao sul da Índia. O narrador é Triton, que, aos onze anos, passa a trabalhar na casa do senhor Salgado (...) aprende a cuidar da casa e a lustrar a prataria. Mas seu destino é mais sutil, e ele logo começa a assar pão, bolo de amor com castanhas-de-caju frescas; a preparar panquecas de arroz com curry de peixe, bolinhos os mais variados, camarões em suflê de rum e peixe-papagaio cozido no vapor com sambol de pimenta, além de um sem número de outras delícias. (...) Conforme Triton conta a sua história, uma extraordinária voz emerge: ingênuo e sábio, temeroso e bravo, um menino tornando-se homem em um mundo à beira do caos, às vésperas das guerras étnicas que assolaram a ilha a partir da década de 1980”.


Aí vai uma nota história sobre o Sri Lanka: Lembram-se dos famosos versos de Camões “As armas e os barões assinalados / Que, da Ocidental praia Lusitana, / Por mares nunca de antes navegados / Passaram ainda além da Traprobana,” ? Pois é, a Traprobana era o Sri Lanka, ilha povoada desde o século X pelos árabes. Em 1517, os Portugueses lá fundaram a cidade de Colombo, e a ocuparam até o final do século XVIII quando, os franceses tomaram e a batizaram de Ceylon. Alguns anos depois, em 1802, ela foi oficialmente cedida à Grã-Bretanha, e passou a ser uma colônia real. Só em 1948 é que o Sri Lanka conseguiu sua independência.

29 Maio, 2009

"Nata Cozida"


A Panna Cotta tradicional é uma sobremesa bastante simples da culinária italiana da região do Piemonte. Feita com creme de leite fresco, gelatina, açúcar e baunilha, ela se presta a uma infinidade de acompanhamentos, como caldas de frutas frescas e chocolate. Mas não é sempre que temos creme de leite fresco em casa, não é mesmo? Pelo menos aqui em casa não. No mercadinho mais próximo não vende, nem na padaria do bairro, por isto só compro quando vou ao Hortifrutti ou a algum mercado um pouco mais chiquezinho. Ocorre que ontem resolvi fazê-la com leite e ficou super interessante. Aromatizei o leite com folhinhas de alecrim fresco e baunilha e usei a proporção básica: duas xícaras de leite, ½ xícara de açúcar e um pacotinho de gelatina em pó sem sabor.

Panna Cotta de Alecrim com Morangos
2 porções

1 xícara de leite
Folhas de alecrim fresca
¼ de xícara de açúcar
1 ½ cc de gelatina em pó sem sabor
½ cc de extrato de baunilha

Para a calda:

Morangos frescos fatiados
1 colher de chá de manteiga
1 colher de sopa de açúcar
1 pinguinho de água

Separe ¼ do leite e despeje a gelatina dentro, para hidrata-la. Enquanto isto ferva o leite com o açúcar, o alecrim e a baunilha. Faça-o muito lentamente, em fogo bem baixinho, para que o leite fique bem aromatizado. Quando ferver, despeje um pouquinho do leite na gelatina. Dissolva bem e volte tudo à panela. Quando estiver tudo bem diluído, coe a misture e a deposite em duas pequenas forminhas. Leve ao freezer por 1 hora e então, deixe-as na geladeira até a hora de servir. Desenforme-as e espalhe a caldinha por cima. Para a calda, basta levar todos os ingredientes ao fogo, até atingir a consistência desejada.

28 Maio, 2009

Vocês sabiam que existem caçadores de frutas? Pois é, eu também não sabia, até ter em mãos o livro de Adam Leith Gollner, Caçadores de frutas: uma história de natureza, aventura, comércio e obsessão.

Mas confesso que sempre desconfiei que esta seria uma ótima ocupação para um de meus filhotes. Na verdade, preciso ser ainda mais sincera, tenho certeza que sua verdadeira vocação é esta. Desde pequeno ele demonstra um raro talento para isto. Seu livro preferido na primeira infância foi o maravilhoso O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado, de Audrey Wood & Don Wood.




E até hoje um de seus passatempos favoritos é “caçar” frutas no Jardim Botânico. Ano passado, em sua escola, foi instituído o dia da fruta – toda sexta-feira ele tinha que levar uma fruta para compartilhar o lanche com os amigos. Quase enlouqueci – não podia nunca ser uma simples banana, ou uma boa maça, ou uma bonita pêra. Tinha que ser algo diferente – toda semana era a mesma história. Resultado, virou fã incondicional de marmelos e limões sicilianos, o qual saboreia como laranja. E finalmente ontem me fez comprar uma pitaia, ou fruta-dragão – fruta que acho realmente linda, mas que custa uma verdadeira fortuna. Para mais informações sobre a pitaia, clique aqui.


Aí vai uma receita tentadora:

Granita de Pitaia

450 de polpa de pitaia em cubinhos
80 g de açúcar
½ suco de 1 limão
150 g de água

Leve tudo ao fogo e deixe ferver. Desligue, espere esfriar e leve ao freezer. Ao longo do congelamento, quebre a misture com o auxílio de um garfo. (Fica com a textura de uma raspadinha).

Fonte: blog Gourmandise

26 Maio, 2009

Uma boa surpresa!!




Uma das coisas que adoro fazer é reler meus antigos livros de receitas. É sempre uma nova viagem. Receitas que nem me lembrava mais ou que na época em que vi, não me diziam nada. É que nossos gostos e sensibilidades estão sempre em mutação - o que é bom demais! Foi o caso desta inusitada sopa de Tortelloni com coco, retirada de um livro intitulado Massas, de Sally Mansfield, editado pela Manole. A verdade verdadeira é que eu não me lembrava, sequer, de ter lido esta receita algum dia, mas quando ontem bati os olhos nela, me encantei e resolvi prepará-la. E a prepararei muitas vezes ainda...

Sopa de tortelloni com coco

1 1/2 colher de sopa de azeite
325 g de tortelloni
1 cebola fatiada
2 alhos picados
200 ml de leite de coco
200 ml de leite
475 ml de caldo de legumes
1 maço de manjericão
125 g de queijo minas picadinho
sal e pimenta

Refogue as cebolas e o alho no azeite. Junte o leite de coco, o leite, o caldo e meio maço de manjericão. Deixe ferver e liquidifique. Volte à panela. Enquanto isto, prepare o tortelloni conforme instruções da embalagens. Quando estiverem prontos, escorra-os e junte-os à panela com o caldo de coco. Junte o manjericão restante e os pedacinhos do queijo. Está pronta.

25 Maio, 2009

Deu no New York Times...


... a comida brasileira está de volta à mesa!!

23 Maio, 2009

Sabe aquele curd de maracujá?


Virou recheio de pão de ló!