
29 Outubro, 2009
Desabafo de mãe

14 Outubro, 2009

"Dois homens chegam com tinas de berinjela. Compridas, esguias, casca bem lisa e violeta, com folhas e talos intactos. Acho que dizem alguma coisa como se precisar mais, é só dizer, senão nós traremos mais amanhã. Berinjelas compridas, esguias, casca bem lisa, recém-colhidas, rapidamente lavadas na pia batismal. São então levadas à mesa de trabalho, em que, depois de secas, o talo é retirado. Deixando-as inteiras mas fazendo cortes profundos em sua superfície, as viúvas rolam as berinjelas em uma caixa contendo uma mistura de farinha, farelo de pãp, são marinho e queijo pecorino ralado. Rolam, dão umas batidinhas e rolam de novo, pressionando a mistura seca para dentro dos cortes mais mínimos. Depois deitam aqueles bichos estranhos sobre bandejas forradas de papel e as levam até os fogões, onde outras viúvas aguardam, para mergulhá-las em óleo fervente, poucas de cada vez. Deixam-na flutuar, sem mexer, até que o miolo fique bem macio e a casca, crocante e de um bronzeado escuro. Então as retiram com uma escumadeira e as recolocam nas bandejas forradas de papel, esfregando grandes cristais de sal marinho entre as mãos sobre elas, enquanto ainda estão bem quentes. As berinjelas são então levadas para o salão de refeições, onde ficarei sabendo, mais tarde, que são servidas quase frias e ainda crocantes, com um molho de tomate cru temperado com manjerona. E vou saber que não são servidas ainda quentes, direto da panela, para que, ao esfriarem, seus sabores se misturem e se intensifiquem. Saberei, também, que tenho uma alarmante capacidade para me empanturrar com elas."
Um certo verão na Sicília. Uma históris de amor
Marlena de Blasi
Editora Objetiva, 2009.
07 Julho, 2009
Este é um blog de culinária mas...
Madeleines de Milho (receita de Claudia Freyre)
150 g de açúcar
3 ovos
raspas de 1 limão
100 g de farinha de trigo
50 g de fubá de milho
10 g de fermento em pó
100 g de manteiga amolecida
Com o auxílio de um fouet, bater os avos, o açúcar e as raspas de limão. Acrescentar as farinhas e o fermento e, por último, a manteiga. Deixar a massa repousar por 20 minutos. Depositar nas forminhas já preparadas e assar por 20 minutos.
30 Maio, 2009
Mar Profundo

“ Mar Profundo (...) é uma exótica história de crescimento e perda que se passa no exuberante paraíso do Sri Lanka (então Ceilão), pequena ilha ao sul da Índia. O narrador é Triton, que, aos onze anos, passa a trabalhar na casa do senhor Salgado (...) aprende a cuidar da casa e a lustrar a prataria. Mas seu destino é mais sutil, e ele logo começa a assar pão, bolo de amor com castanhas-de-caju frescas; a preparar panquecas de arroz com curry de peixe, bolinhos os mais variados, camarões em suflê de rum e peixe-papagaio cozido no vapor com sambol de pimenta, além de um sem número de outras delícias. (...) Conforme Triton conta a sua história, uma extraordinária voz emerge: ingênuo e sábio, temeroso e bravo, um menino tornando-se homem em um mundo à beira do caos, às vésperas das guerras étnicas que assolaram a ilha a partir da década de 1980”.
Aí vai uma nota história sobre o Sri Lanka: Lembram-se dos famosos versos de Camões “As armas e os barões assinalados / Que, da Ocidental praia Lusitana, / Por mares nunca de antes navegados / Passaram ainda além da Traprobana,” ? Pois é, a Traprobana era o Sri Lanka, ilha povoada desde o século X pelos árabes. Em 1517, os Portugueses lá fundaram a cidade de Colombo, e a ocuparam até o final do século XVIII quando, os franceses tomaram e a batizaram de Ceylon. Alguns anos depois, em 1802, ela foi oficialmente cedida à Grã-Bretanha, e passou a ser uma colônia real. Só em 1948 é que o Sri Lanka conseguiu sua independência.
29 Maio, 2009
"Nata Cozida"
Panna Cotta de Alecrim com Morangos
2 porções
1 xícara de leite
Folhas de alecrim fresca
¼ de xícara de açúcar
1 ½ cc de gelatina em pó sem sabor
½ cc de extrato de baunilha
Para a calda:
Morangos frescos fatiados
1 colher de chá de manteiga
1 colher de sopa de açúcar
1 pinguinho de água
Separe ¼ do leite e despeje a gelatina dentro, para hidrata-la. Enquanto isto ferva o leite com o açúcar, o alecrim e a baunilha. Faça-o muito lentamente, em fogo bem baixinho, para que o leite fique bem aromatizado. Quando ferver, despeje um pouquinho do leite na gelatina. Dissolva bem e volte tudo à panela. Quando estiver tudo bem diluído, coe a misture e a deposite em duas pequenas forminhas. Leve ao freezer por 1 hora e então, deixe-as na geladeira até a hora de servir. Desenforme-as e espalhe a caldinha por cima. Para a calda, basta levar todos os ingredientes ao fogo, até atingir a consistência desejada.
28 Maio, 2009
Mas confesso que sempre desconfiei que esta seria uma ótima ocupação para um de meus filhotes. Na verdade, preciso ser ainda mais sincera, tenho certeza que sua verdadeira vocação é esta. Desde pequeno ele demonstra um raro talento para isto. Seu livro preferido na primeira infância foi o maravilhoso O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado, de Audrey Wood & Don Wood.
E até hoje um de seus passatempos favoritos é “caçar” frutas no Jardim Botânico. Ano passado, em sua escola, foi instituído o dia da fruta – toda sexta-feira ele tinha que levar uma fruta para compartilhar o lanche com os amigos. Quase enlouqueci – não podia nunca ser uma simples banana, ou uma boa maça, ou uma bonita pêra. Tinha que ser algo diferente – toda semana era a mesma história. Resultado, virou fã incondicional de marmelos e limões sicilianos, o qual saboreia como laranja. E finalmente ontem me fez comprar uma pitaia, ou fruta-dragão – fruta que acho realmente linda, mas que custa uma verdadeira fortuna. Para mais informações sobre a pitaia, clique aqui.Granita de Pitaia
450 de polpa de pitaia em cubinhos
80 g de açúcar
½ suco de 1 limão
150 g de água
Leve tudo ao fogo e deixe ferver. Desligue, espere esfriar e leve ao freezer. Ao longo do congelamento, quebre a misture com o auxílio de um garfo. (Fica com a textura de uma raspadinha).
Fonte: blog Gourmandise
26 Maio, 2009
Uma boa surpresa!!
Sopa de tortelloni com coco
1 1/2 colher de sopa de azeite
Refogue as cebolas e o alho no azeite. Junte o leite de coco, o leite, o caldo e meio maço de manjericão. Deixe ferver e liquidifique. Volte à panela. Enquanto isto, prepare o tortelloni conforme instruções da embalagens. Quando estiverem prontos, escorra-os e junte-os à panela com o caldo de coco. Junte o manjericão restante e os pedacinhos do queijo. Está pronta.